Violência do Ativismo

“ Douglas Steere observa com muita justeza que existe, hoje em dia, uma forma penetrante de não-violência à qual o idealista que luta pela paz por métodos não-violentos sucumbe com grande facilidade: o ativismo e o excesso de trabalho. A correria e a pressão exercida pelo ritmo da vida moderna são uma forma, talvez a forma mais comum de sua violência radical. Deixar-se levar pela multidão de preocupações em conflito, entregar-se a múltiplas exigências, engajar-se em demasiados projetos, querer ajudar a todos em tudo, é sucumbir à violência. Mais que isso, é cooperar com a violência. O frenesi do ativista neutraliza seu trabalho pela paz. Destrói sua capacidade interior de paz. Destrói a possibilidade que tem seu trabalho de dar fruto, porque aniquila a raiz da sabedoria interior que torna o trabalho frutuoso.” – Thomas Merton

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