Os Contos de Beedle, o Bardo, de J. K. Rowling

A primeira vez que ouvi falar do livro Os Contos de Beedle, o Bardo foi na primeira parte do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. A pequena animação narrado por Hermione Granger e que conta O Conto dos Três Irmãos durante o filme é tão poética que me conquistou sem esforço.

Os elementos do conto ficaram passeando pelos meus pensamentos alguns dias depois, até que encontrei o livro Os Contos de Beedle, o Bardo na estante da minha casa. O espanto foi imediato, já que meu único contato com a série de Harry Potter foi através dos filmes da série. Ao pegar o livro o motivo dele estar na minha estante, a capa.

A caveira, o tronco com olhos sorrateiros, o emaranhado de caules, folhas e rosas dão o tom de contos de fadas, que se confirmam na contra capa:

“Os Contos de Beedle, o Bardo são cinco histórias de fadas diferentes entre si. Cada uma delas é dotada de um caráter mágico próprio e proporcionarão, a seu turno, prazer, riso e a emoção do perigo mortal.”

Os contos encantam pelas imagens transmitidas pela narrativa e pelas sensações despertadas. Assim nos alegramos com o Caldeirão barulhento e saltitante, nos indignamos com o Mago e seu coração peludo e vibramos com a esperteza da coelha diante do Rei que queria ser bruxo e de um charlatão.

Um elemento de pura beleza retratado nos contos é a morte, que aparece em “O Coração Peludo do Mago” e “O Conto dos Três Irmãos”. No primeiro com um desfecho trágico rodeado pelo medo e ambição, e o segundo com uma bela reflexão de como lidamos com a nossa própria morte.

Os contos ainda contêm certa similaridade com os contos dos trouxas, que estamos acostumados. “A Fonte da Sorte” possui a mesma mensagem de “O Mágico de Oz”, de que podemos superar os obstáculos por nossos próprios esforços. E “Babbitty, a Coelha, e seu toco gargalhante” lembra em partes o conto “A Roupa do Rei”, já que ambos os Reis são enganados.

Somando-se as cinco histórias, somos presenteados com os comentários de Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore, Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwart. Nesses textos que complementam cada conto, Dumbledore nos mostra uma visão particular de cada história, com suas alterações históricas e influências na vida de bruxos e trouxas. Um relato encantador do famoso bruxo das histórias de Harry Potter.

Além das histórias e o comentário de Dumbledore, o que mais chamou minha atenção foi o modo como a autora J. K. Rowling fala sobre o livro na introdução. Dá a sensação real de que ela conviveu com esses bruxos, e que todo o dia tomava seu chá da tarde junto com Harry, Rony e Hermione ouvindo as histórias de Hogwart. Ou talvez essa sensação seja apenas mágica contida no seu texto.

Independente de magia, ou da capacidade narrativa da autora, o livro “Os Contos de Beedle, o Bardo” possui seu encanto em cada detalhe. Seja na capa, nos contos e nos comentários de Alvo Dumbledore a magia, a beleza, a poesia e os ensinamentos são marcas certeiras desse livro.

Em tempo, já que comecei a ler o universo dos bruxos e trouxas pelos contos de Beedle, o Bardo vou “imitar” Benjamin Button e ler Harry Potter de trás para frente. Desejem me sorte, ou alguma magia com o mesmo fim.

Os Contos de Beedle, o Bardo
Autora: J. K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Editora: Rocco
Páginas: 128
Preço sugerido: R$ 24,50

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