Achados & Perdidos

Olha a Mariah! E ao vê-la pergunto-me “onde foi que nos perdemos?”. Mas se nos perdemos, como explicar que nos tornamos iguais exatamente nas perdas, e que a felicidade não passa de um sentimento particular e egoísta. Se bem que alguns dizem que a felicidade é um estado de espírito, mas dificilmente nos encontramos em torno da felicidade. Fora aquela passageira, como a vitória na final da copa do mundo, mas é um caso raro e em quase 100 anos de história das copas só aconteceu 5 míseras vezes. Fico com a estranha sensação que vivemos nos perdendo, e para nos encontrar é preciso perder para nos acharmos na dor, será? Será que os caminhos não podem simplesmente se cruzar, bater a porta em um dia frio, ocupar o banco do trem vazio ao seu lado, ou simplesmente dividirmos um prato de comida, um pastel, um brigadeiro. Mas talvez sejamos mais feitos de perdas do que de achados. Perdemos a mão para os negócios, perdemos a infância dos nossos filhos, perdemos a hora do ônibus, perdemos dinheiro na bolsa, perdemos a fome, o gol, a hora, o passo, o marca-passo e por vezes até a vida. Deve ser por isso que os Achados & Perdidos estão cheios de pequenas coisas, que guardam inúmeras pequenas histórias. Creio que perdi o verso da prosa, ou o parágrafo da poesia. Nas perdas nos aproximamos, mas será possível nos encontrarmos se estamos perdidos?

“Um pirata disse-me uma vez que é preciso estar perdido para encontrar o que ninguém pode achar. Creio que posso contrariar a canção e me perder por ai.”

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